É difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, frio, gente burra e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que " nada é para sempre."
Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar. Amo cerveja, odeio domingos. Detesto tudo que é afetado, detesto quem não se busca e quem se acostuma a viver, da mesma maneira como se acostuma a dormir ou comer. Curto um estilo de vida europeu. Amo o Brasil. Viciado em pessoas, adrenalina e coisas que não prestam. A vida só tem sentido quando nós colocamos sentido nela, ou entao ela vai virar uma coisa tão ruim que você vai desejar uma outra vida, ou pior desejar não ter vida. Disciplina é a coisa mais importante da vida. Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado. Odeio coisas comuns. Só eu sei o que se passa na minha vida. Não confio em mulher. Adoro ficar bebado de vodka. Amigos para mim tem mais valor que qualquer mulher no mundo. Quando gosto de alguém eu dou a vida por essa pessoa, cê não ta ligado. Faço acontecer, não desisto nem fudendo. As experiências não devem ter limites. Simplicidade me encanta. O que se leva dessa vida é a vida que se leva. Me arrisco, sem medo, sem arrependimento. Só existem 4 perguntas verdadeiras na vida: O que é sagrado? Do que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? Pelo que vale a pena morrer. A resposta para todas é o amor. As vezes é preciso abandonar algumas coisas. Foda-se, eu vivo os meus sonhos todo os dias.
Apesar de alguns textos conterem relatos reais, em geral eles não têm nenhum compromisso com a verdade. São crônicas, diálogos, contos, desabafos que, verídicos ou não, se transformam em uma biografia online e em capítulos desta que vos escreve, Marcela Lopes.
sábado, 17 de julho de 2010
formspring.ME?
Sério, esperei um tempo... Até que todo aquele alvoroço em cima do meu nome passasse. Vou falar agora, tudo que me irritou e que as vezes ainda vem me assombrar.
Fizeram um forms, legal, eu já tive dois, que tiveram o mesmo nome: maarlopes. E só. Nunca precisei me esconder atrás de nada para falar o que penso, quem me conhece e até mesmo que não me conhece sabe disso. Nunca terei medo de mostrar quem realmente sou. Nunca vou me encolher diante de algo grande e nunca, nunca mesmo levarei desaforo pra casa. Com uma condição; se eu estiver certa. Errando, ninguém pode cobrar nada.
Tive tanta vontade de descobrir quem era o maldito dono daquele forms, igual a qualquer um de vocês. Mas infelizmente a justiça tardou tanto que falhou. Escutei muita barbaridade, de verdade. Se vocês não estavam contentes com o que estavam dizendo sobre vocês, agradeçam... Porque não estavam usando seu nome e mais, não foram vocês que receberam ligações com ameaças, não era nenhum de vocês que não podia entrar no MSN sem ouvir alguma merda. Tá, passou, cool. Mas porra, vieram me dizer que rastrearam meu IP. Grande merda. Primeiro: Se eu tivesse feito algum deles, ai sim, teria uma remota chance de rastrearem. Mas ai vem o segundo: Não tem nenhuma possibilidade de rastrear o Ip de alguém pelo HTML, tss.
Olha, sei que pode ser muito difícil de acreditar em mim. Mas na boa? Nem ligo. Não tive medo, e nem precisaria... A ameaça que recebi? De que me matariam se eu fosse ai. RS, fui ai duas vezes, fiz questão de desfilar bastante, para que todos tivessem essa grande chance, e? Nada. Que porra! Teria sido uma emoção e tanto.
Fico imensamente feliz porque acreditou em mim, que por incrível que pareça foi bastante gente. E fico mais agradecida ainda, porque a minoria que ainda não tinha ouvido de mim, agora me conhece. HEHE.
Mas tá, não é só isso que quero falar... Tenho pensado ultimamante, em como seria empolgante, e daria ibope se eu, e realmente EU, comentasse a minha opinião sobre os assuntos corriqueiros e as grandes pessoas de Bambuí. Ainda está na idéia, e para começar vou falar de mim mesma, pode ser?
Marcela Lopes:
Sempre evito assuntos em que não tenho fluência, talvez esse seja o motivo de eu ter demorado tanto a convencer alguém do meu amor. Sempre me perdia nas palavras, tropeçava nas vírgulas e me excedia. Mas amar? Eu sempre amei!
Não sei se foi o fato de eu ser prima da Mirela, eu de ter namorado o Azedo que fez vocês me conhecerem, mas o fato mesmo é que as vezes isso me incomoda tanto. Como no assunto Fausto por exemplo. Sempre tive que evitar falar disso, com medo de que ele achasse ruim comigo. Mas agora? TSS, nem ligo. O que eu tive com o Fausto, não foi grande coisa por causa de vocês! De todos me julgarem e esperarem sempre o pior de mim. Eu não sou ruim, ele sabia disso. Será? Taí, não culpo vocês e nem mesmo a minha reputação (ou a falta dela) por a minha história com ele não ter dado certo... A culpa é dele. Por ter sido tão covarde e não ter encarado as pessoas com a mesma força com que eu sempre encarei.
Esse ultimo parágrafo, com certeza, levou vocês a questionarem: "E o namorado da Marcela, o que acha disso?" Meu namorado é um fofo, não sei, de verdade, se mereço tanto. Ele esqueceu de coração, tudo o que passou, apesar de eu sempre insistir em lembra-lo. Ele confia em mim, e apesar de não ser totalmente a favor, não liga se eu falar dos meninos que fiquei, ou das coisas que já fiz.
Acho que o que me resta falar agora é justamente sobre as coisas que já fiz, e sobre como me arrependo. O maior arrependimento, dos muitos que possuo é em relação ao sofrimento que causei a Nathália. Mas também me arrependo do que um dia fiz com a Duda. E outras também, que agora não me lembro. Se um dia fiz o Azedo sofrer, pro ter ficado com o Reinaldinho e essas coisas, posso dizer que foi sem pensar, e que foi um erro. Mas me arrependo mesmo foi de ter suportado tanta humilhação como fui obrigada a suportar pra ficar do lado dele. Não me arrependo hora alguma de ter brigado com a Bianca, e nunca vou me arrepender. Nem precisa explicar o porque, é óbvio. Achei legal e não mais que isso, quando a Camila me pediu desculpas por ter brigado comigo. E da parte da Noele, acho que a gente não se dá tão bem, porque se parece demais. Um dos meus maiores arrependimentos foi de não ter mostrado pro Glaucus do que eu era, e sou capaz. Pode parecer bobagem, mas realmente me importo com a opinião dele. Me arrependo de ter lutado tanto pelo Guilherme, quando tá na cara que nascemos para ser amigos, RS. Mas hora nenhuma me arrependerei de ter feito a Fefê sofrer por isso, ela podia merecer o amor dele, mas se fosse hoje, TSS... Não mesmo! Rafaella Preta? Não mudo minha opinião sobre ela, nem por 1 milhão. Na verdade, são as pessoas que têm mudado suas opiniões a respeito dela, não é mesmo? Uuuhn, Djedje, me arrependo amargamente de não ter aproveitado ele enquanto podia, agora morro de saudades. E já que estamos na turma, me arrependo, nossa, me arrependo demais pelo tanto que me humilhei pra fazer o Fausto feliz. É em vão, ele nunca vai ser, e sabe disso. Me arrependo também pelo Emilio, por ter, sei lá, Só me arrependo. Entre essas coisas fica a tristeza, de não ter arrependido a tempo. Mas a vida é assim.
Como disse minha "amiga" Gossip Girl: "Algumas coisas nunca mudam...". Ainda saio, me divirto, rio muito alto. A diferença é que o tanto que bebo não me transforma mais em outra pessoa, agora meu sexo é seguro, rio do que realmente tem graça e não da desgraça alheia. Mas tem mais, só quem realmente merece tá comigo. Na verdade, tenho excluido tanta gente do meu convívio, que as vezes até tenho medo de ficar sozinha... Mentira, sempre tenho em quem confiar.
Beijos, Marcela.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Caio Fernando Abreu e eu.
Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não achei que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não me lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parecem que empurram a gente mais pra dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquelas maçãs eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, mordo devagar uma das maçãs que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes. (...) A cada dia, viver me esmaga com mais força.
Acho lindo, tão lindo. Mas não sou eu, agora não.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Falta-me falta.
Só consigo escrever quando triste... Sei lá! Mas parece que quando estou realmente feliz, nunca me sobra tempo... Ou inspiração. Acho que na verdade, o que me falta mesmo é falta. Tenho feito mil coisas, saido com novas pessoas, amando, de verdade, amando muito! Amo minha nova vida, amo meu novo "quem sou eu", simplesmente me amo. E tenho amado muito mais quem me ama. Amo minha mãe e as coisas na maioria sem sentido que ela fala, amo minhas amigas e suas ansiedades, suas preocupações ambíguas de quem não faz a mínima do que quer. Amo meu namorado, e a sua sede de aprender tudo que me faz feliz, mesmo que as vezes não funcione. Amo meus amigos, que serão sempre amigos, mesmo que meu namorado insista em querer me provar o contrário. Amo olhar para as pessoas e pensar, como eu era assim? Como por tanto tempo olhei pra tudo isso e achei normal. Amo ouvir: Nossa como você mudou! Tá mais bonita... Não! Eu não estou mais bonita! Eu estou é mais feliz, realizada... TÔ VIVENDO, vivendo muito! Bebendo menos, rindo do que realmente tem graça. Tô em paz, porque daqui pra frente, é daqui pra frente! Amo mais que qualquer pessoa quem sempre me amou, que nunca me deixou de lado e acima de tudo amo quem vira para mim e diz: Essa sim, é a Marcela que eu conheço!
Marcela Lopes
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