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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Acabo de ter uma revelação sobre mim. Nunca em minha vida,concentrei-me tanto em digitar tais letras de maneira expressar calmamente meus pensamentos. Eu sou uma metáfora. Pensei em reler meus textos antigos e ver se não me falhava a memória, mas acho que não há necessidade. Lembro-me muito bem, em cada parágrafo que escrevo tento metaforizar algo, não sei se explico bem, não sei se vou conseguir explicar para você o quão importante é isso que descobri sobre mim, mas é. Quando eu não consigo achar algo que metaforize aquilo que quero te explicar eu não fico feliz. Eu não fico satisfeita. E levo isso para o meu cotidiano. Gente, tô ficando louca, tô metaforizando tudo em pensamento, tô virando uma metáfora.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Chumbo Cruzzado

Você diz que somos iguais. Eu digo, nos parecemos muito em nossos defeitos. Em nosso egoísmo, nossa grosseria, nossa pouca preocupação com os sentimentos dos outros. Nossas brigas cheias de nenhuma razão. Seus ciúmes, meus ciúmes. Nossa mania de querer se explicar. Olha eu, aqui, tentando escrever sobre você. Explicar pra mim mesma o porquê de não ter dado certo.
Ainda tenho esperanças sabe, e é um cu. Quero acordar e falar, acabou, nunca mais vai ser, vou seguir minha vida. Mas não dá. Não consigo ver o óbvio. Penso o que você estaria pensando. Para mim, tudo que você faz, cada foto que sua namorada posta, é para eu ver. 
Meu dels, como te amo. E eu sei que é super batido. E te falar isso. Eu te dizendo isso. Pode soar falso, ou incompleto, acho que falar que te amo, nunca vai ser o suficiente para demonstrar o que eu realmente sinto. 
Bom... primeiramente eu te aturo. Todas suas besteiras, suas teorias politicas, seu deus, sua filhadaputagem. Acho que já quer dizer muito. Além disso, te dei a senha do netflix, não é muito amor? Tudo que eu leio/vejo/ouço, quero compartilhar com você. Sinto tanta falta sua no meu dia-a-dia. Saudade de mandar áudio chorando para você. Saudade das musicas que você cantava pra mim. Menos Wicked Game, odeio essa música, nunca mais quero ouvi-la. Saudade do seu cheiro, mas é muitaa! Saudade suas. Seus abraços, nosso tesão. Vontade de transar você, essa nunca passou, nunca passará. 
Você é tão lindo, que machuca. Acalma meus olhos, mas machuca a alma. Te ver, não te tocar, não te falar que está lindo, que está cheiroso, que te amo. Seu jeito, sua preocupação com cada passo que dá.
Eis que agora lembro de coisas ruins que você fez, perdi a vontade de te escrever...

quarta-feira, 9 de março de 2016

ela morreu

Ela tinha 11 quando cortou seus pulsos pela primeira vez... Não, não, ela tinha 9. Como se fossem correntes, cadeados, ou qualquer coisa que a prendia. Algo nela foi solto, liberado e sumiu, foi embora. Não que tivesse sido expulso, ou que tenha fugido. Algo nela evaporou, foi levado com o vento, junto da poeira do quarto e da fumaça dos cigarros que fumavam perto dela. Ela não sentiu falta, ninguém sentiu falta, apesar de estar se sentindo um pouco incompleta... Ninguém percebeu o que ela tinha perdido.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Lucidez nem um pouco silenciosa

Fico em silêncio agora, pensando no que deveria dizer: "Não chore, enxugue a lágrima do seu olho. Você está deitado a salvo na cama. Foi tudo um sonho ruim rodando em sua cabeça. Sua mente te enganou para sentir o sofrimento de alguém tão próximo a você, mas que foi abandonando pelo jogo da vida. Então aqui está. Eu estou aqui! Outra chance."
Totalmente desperto, você encara a noite. Seu sonho terminou... ou ele apenas começou? 
Existe um lugar onde eu gosto de me esconder, dentro de mim mesma. Uma porta em que eu adentro à noite e... relaxe amigo, você esta lá. Mas apenas não percebeu e ficou assustado. É um lugar onde você aprenderá a encarar seus tantos medos, reconstituir os anos que pareceram perdidos e a dominar os caprichos de sua mente sensível. Governando a si mesmo, você descobrirá um outro mundo. Repentinamente você ouvirá e perceberá esta nova vida é mágica!
E eu? Eu... estarei cuidando de você! Eu vou te ajudar até o fim, eu te protegerei na noite, estou sorrindo próxima a você, numa lucidez nem um pouco silenciosa. Agora ande, visualize seu sonho, grave-o no tempo presente, coloque-o dentro de uma forma permanente. Se você persistir em seus esforços, você pode conseguir o controle de seus sonhos. Como ficou então, melhorou? Me abrace.
Se você abrir sua mente para mim, você nem ao menos dependerá de ter os olhos abertos para perceber que, os muros que construiu por dentro estão desmoronando como dominós e um novo mundo começará. Vivendo, logo que você aprende que está a salvo da dor no mundo dos sonhos, onde a alma é livre pra voar. Viagens, idas e vindas, dentro da sua cabeça, mas isso é ilusão, consegue imaginar? Seu sonho deve estar vivo para você você conseguir se guiar.
E eu? Eu... estarei cuidando de você! Eu vou te ajudar até o fim, eu te protegerei na noite, estou sorrindo próxima a você, numa lucidez nem um pouco silenciosa...

Quando alguém que a gente gosta, manda uma letra de música pra gente, a gente torce muito para que faça sentido que o que sentimos por essa pessoa. Mas nada é tão especial como quando a letra faz total sentido. Eu precisava postar isso aqui. Precisava escrever do jeito que eu leria ela pra você. E não do jeito que você me mandou. Eu tenho essa mania. Porque você fez isso? Eu não entendi. Mas eu gostei. E você gosta de mim, que sabemos. Sabemos o que sentimos. Eu não tenho medo. Mas não fui eu quem passou por tudo que você passou. Então, Eu estarei cuidando de você... enquanto você precisar, enquanto eu precisar. Obrigada.

Marcela Lopes


Link: http://www.vagalume.com.br/queensryche/silent-lucidity-traducao.html#ixzz3yyXKqwnQ

domingo, 24 de janeiro de 2016

Sobre Normalidades

Não é normal o quanto eu te quero. E se eu pesquisasse algo assim no Google, acharia milhares de pessoas falando a mesma coisa. Não se achando normais. Achando que tem algo novo, diferente, de tudo que já tiveram, de tudo que todos têm. Acho melhor mudar minha afirmação inicial: Não é normal, para mim, o quanto eu te quero.
Sempre existem uma ou duas... mil razões, para eu escolher o mesmo tipo de pessoa. Mas você se encaixa perfeitamente no papel. Eu gosto de jogos, eu gosto de ter alguém para cuidar e, eu gosto do momento em que as máscaras caem e tudo se encaixa.
Se eu fosse uma Serial Killer, poderia traçar o perfil das minhas vítimas com clareza: Solitários, de poucos amigos, não usuários de drogas, infelizes, sem fé na humanidade, prováveis pensamentos suicidas, não entendem as mulheres (o que viram neles? porque os fazem sofrer?), baixa autoestima, recente ganho ou perda de peso para tentar contornar isso (como se funcionasse...), desilusões amorosas frequentes e/ou intensas, pouca ou nenhuma experiência sexual (poucas parceiras). Perfil psicológico da assassina: demonstra sérios problemas psicológicos, desiquilíbrio entre a razão e a emoção, tendendo a agir de forma racional para conseguir algo que deseja emocionalmente. Solitária e satisfeita com sua condição quando os que querem estar perto não satisfazem suas exigências. Não desiste facilmente do que quer, e nem dificilmente, podendo beirar o ridículo diversas vezes. Prefere toda hora do que sem parar, devido suas condições corporais. Formou ao longo dos anos, esse perfil para vítimas, involuntariamente ou não, por saber que são acessíveis, maleáveis e que ficam, suprindo assim sua carência afetiva. Quando começa a carência por algo mais físico, começa a se sentir mais frustada que antes. É isso que eu sempre quero, que alguém fique. Não para sempre, eu não diria isso assim, de cara. Que fique não só enquanto precisar, mas enquanto eu precise. 
A falta de normalidade, não termina no tamanho do meu querer. Existe também a forma totalmente nova de lidar com essa querência. Não parei de jogar, pois sei que passado o clímax, o jogo acaba. O que é ruim porque esse jogo é gostoso, mas eu quero muito que chegue o  momento em que todo mundo se desarme, respire fundo, e diga: O jogo acabou, estamos apaixonados. O que no fundo já sabemos, mas como podemos ter certeza? Eu não confio no que eu sinto, impossível confiar no que você possa sentir. 
Eu poderia aproveitar essa oportunidade, que aqui estou escrevendo sobre você para dizer. Mas eu não quero ser a primeira a dizer. Nem a primeira a cumprimentar, nem a dar o primeiro beijo. Eu quero esperar sua atitude, esperar você estar pronto. Talvez você não leia isso, talvez eu não te mostre. Então vou dizer bem baixinho: Queria estar com você. Cada momento que me deito e assisto algo bacana, penso que você deveria estar vendo comigo para conversarmos á respeito. Toda vez que saio de casa, espero te encontrar. Não importa o horário, ou onde eu esteja indo, estou preparada e desejando trombar sem querer com você. Cada vez que meu celular avisa que chegou uma mensagem, eu espero que seja sua e mais que isso, eu espero que seja sua falando que se resolveu. Que me quer, que me quer agora, que está vindo, não importa a maquiagem de ontem, o cabelo preso no alto ou os pelos de gato... Eu sonho com você quando durmo e sonho ainda mais quando estou acordada. Queria tanto poder te dizer, que é tudo bobagem, que vai passar, que eu vou preencher o vazio, que eu te quero mesmo quebrado. Mas não posso estragar meu disfarce, além do medo que tenho de não conseguir te consertar. Eu sempre consegui, entende? À essa altura você já deveria estar aqui. Mas sua decepção foi pesada e sempre te decepcionaram, não é mesmo? As mulheres que deveriam cuidar de você vão embora. Eu quero ficar. Mas não sei se fico pra sempre. Queria te fazer entender o quanto todos somos substituíveis e que, no fim, todos passamos. Mas não posso, não posso afirmar isso.
Não sei se sou a melhor pessoa para julgar o que é normal ou não. Não posso dizer que não estou normal, porque não lembro quando foi que estive. O fato é que estar bem como estou, não me parece normal...

Marcela Lopes